Documentário ‘Mulheres na Ciência’ inspira alunas do IMPA Tech

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24/3/2025

Alunos do IMPA Tech no auditório do Porto Maravalley

“É muito bom se sentir representada na ciência”, destacou a estudante do IMPA Tech Nicole Maria Freire depois da exibição do documentário “Mulheres na Ciência”, do grupo Mídia Ciência, na última sexta-feira (21), no Porto Maravalley. Ela foi uma das alunas da graduação que ganharam uma dose de motivação extra no encerramento da primeira semana de aula do ano letivo de 2025. 

Após a sessão, um bate-papo sobre as barreiras de gênero contou com a participação dos convidados Cintia Diallo (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul), Lucas Verão, diretor do documentário, e André Mazini, coordenador-geral do programa Mídia Ciência.

A iniciativa é uma ação da Comunicação Institucional do IMPA e marca o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Asla Sá, gerente acadêmica do IMPA Tech, e Thais Corrêa, gerente de desenvolvimento de competências, também participaram da exibição do documentário e deram as boas-vindas aos convidados.

“É muito bom se sentir representada nesse mundo que é majoritariamente ocupado por homens, mas acredito que isso vai mudar em algum momento. Através desses projetos, dessas iniciativas, rodas de conversa, exibição desse tipo de documentário, outras meninas podem se sentir inspiradas para também ocuparem o que futuramente e atualmente a gente está ocupando no IMPA Tech”, contou a estudante da nova turma de graduação Nicole Maria Freire.

Com 1 hora de duração, o filme dá voz à trajetória de mulheres comprometidas com a produção científica no Mato Grosso do Sul. O objetivo do  projeto é fomentar apoio, investimentos e reconhecimento para as mulheres da área a partir de depoimentos de cientistas, professoras, estudantes e gestoras.

Roda de conversa no Porto Maravelley

A roda de conversa passou por temas diversos, em especial a ocupação de espaços científicos e de gerência por mulheres e os desafios ainda enfrentados por elas. Além disso, outros assuntos foram discutidos, como a vivência de mulheres negras na academia; a experiência de pesquisadores que são mães; a desigualdade salarial; e a participação dos homens na luta contra o preconceito. 

Outro foco do debate foi a necessidade de incorporar cada vez mais iniciativas para combater preconceitos e quebrar estereótipos na academia. Uma das estratégias, segundo André Mazini, é trazer as vivências e experiências das pessoas para o ambiente científico. “A gente costuma entender melhor as situações quando a gente ouve histórias. Quando alguém conta uma história, a gente se identifica e internaliza, muito além de ler um indicador, uma pesquisa ou um gráfico. Além de sermos pesquisadores, temos também a capacidade de contar histórias, de fazer com que as pessoas consigam se sensibilizar de fato, e não só entender, não só ter acesso a dados frios.”

Cintia Diallo acrescentou que a proposta de roda de conversa promovida pelo IMPA Tech é uma das chaves para o crescimento de debates tão pertinentes. “As rodas de conversa são extremamente importantes, porque nos ajudam a identificar uma situação, a nomear aquela situação, se posicionar e exigir também da instituição, seja ela a universidade ou um local de trabalho, que se posicione, que olhe para esse tipo de opressão. Então, é muito importante que a gente aprenda a desnaturalizar os comportamentos e aprenda também a conversar com as outras pessoas. A gente só desconstrói se conversa. É nesse sentido que a gente consegue construir uma outra sociedade”, explicou Cintia. 

A estudante Maria Isabely Sousa acompanhou a exibição do filme e a roda de conversa. Para ela, a iniciativa foi uma inspiração e um incentivo para se sentir parte do ambiente científico e enfrentar os desafios ainda existentes na área. “Gostei muito da palestra, acho que foi muito representativa. Acredito que todas as meninas, principalmente nesta área de exatas, já pensaram ‘será que isso é para mim?’. É muito bom ver outras mulheres que já passaram por isso e pensar que a gente também é capaz”, concluiu. 

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